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Archive for 17/06/2009

A Crise É Do Senado!

Claro, afinal, excelentíssimo Deputado José Sarney, vossa senhoria já está blindado contra qualquer acusação feita ao senhor, por isso a crise não é sua.

CANSOU!  Já é o que? O quinto caso de corrupção, fraude, escândalo esse ano?

E sabe de quem é a culpa disso tudo? De nós! Sim, do povo brasileiro. Um povo que todas as noites senta em frente a televisão para assistir ao Jornal Nacional, ver as notícias sangrentas do dia, se incomodar, se indignar e não fazer nada! Além de na hora da votação pegar o primeiro panfleto no caminho para o colégio eleitoral para escolher seu candidato.

De castelos medievais, a diretorias de estacionamento, a atos secretos. Isso só neste ano. Os políticos corruptos enfrentam quebras de sigilo, CPI’s, inquéritos e o car&% a quatro. E o que acontece? Eles renunciam… e são eleitos novamente. Candidatos com suspeita de assassinato concorrem a cargos no poder público, seja lá de deputado, senador ou vereador, somente para poderem se livrar das acusações, adquirirem foro privilégiado e não serem condenados.

Hoje, na era da tecnologia, da informação, onde as pessoas conseguem se comunicar umas com as outras com mais facilidade não importando a distância, é a era em que nos sentimos mais acomodados. Olhamos para notícias como esta na televisão e achamos comum! Nos acostumamos com a corrupção, já achamos que ela faz parte do país e que não há como mudar isso. Claro que não, quando pessoas como José Sarney e Fernando Collor ainda continuam ocupando importantes cargos dentro de Brasília.

Está na hora de agir! De protestar, contestar. Exigir que aqueles a quem elejemos cumpram a vontade da população. Que aqueles que foram acusados, não possam mais se candidatar. Que casos como estes não aparecam mais todos os dias e que continuemos achando-os comuns. Que a lei funcione de igual maneira para todos, prendendo aquele que rouba milhões da mesma maneira que aquele que rouba manteiga. Vamos nos levantar e gritar, mesmo que seja por um computador. Vamos fazer com que nos ouçam. Que precisamos de mudanças de verdade e não só promessas.

Vamos criar uma revolução?

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