O leigo e o filme: Besouro
Antes de tudo, levanto da cadeira e bato palmas de pé para que
m teve a idéia de fazer Besouro. Um filme nacional que finalmente foge daquele esquema favela/polícia/comédia da Globo. Depois eu deito e durmo. Sem brincadeira, eu fui ao cinema confiante, feliz, achando que ia assistir um filme legal e tudo mais, mas no fim não foi bem isso que vi.
Vamo lá, Besouro era pra ser um filme sobre um capoeirista, passado no Recôncavo Baiano, menos de 40 anos depois da Princesa Isabel, que se amarra num negão, ter fumado um baseado e abolido a escravidão (por Raul Seixas). A qualidade da fotografia do fime é inquestionável. Linda. Paisagens maravilhosas e cenas excelentes. Fora as roupas que também são muito boas.
Mas imagens e um bom armário não fazem um bom filme. O filme peca em vários sentidos. Primeiro que o protagonista do filme aparece pouquissimo. Depois, os atores contratados foram provavelmente capoeiristas que sabiam atuar e não atores que sabiam lutar capoeira, portanto, atuações muitas vezes ruinzinhas. A base do filme, de mostrar uma parte da nossa cultura, a capoeira e fazer um filme em cima dela é interessante. Mas o jeito que o filme foi executado podia ter sido melhor. E olha, o filme é muito louco. Quando eu falo que não tem linearidade nenhuma, é nenhuma MESMO. Cenas inseridas sem propósito nenhum, o filme literalmente se arrasta durante sei lá quantos minutos, que pra mim foram uma eternidade. Pra mim e pras outras 5 pessoas que estavam na sala do cinema, que eu percebi que também estavam desconfortáveis e rezando para o filme acabar. E nem venham reclamar que eu é que não entendo o filme e jogar na minha cara que eu gosto é de filme pipocão mastigado (Michael Bay, cof cof) por que eu amo filmes loucos e não lineares, como Amnésia (Memento).
Quem vai ao cinema esperando pancadaria de Capoeira vai se decepcionar, pois são poucas as cenas de luta. Quem vai ao cinema esperando ver o Besouro voar, também vai se decepcionar, pois Besouro está para protagonista do filme assim como Bahuan estava para protagonista de Caminho das Índias. E quem vai ao cinema esperando pelo menos um filme decente, com um roteiro decente, também vai se decepcionar, pois o filme mais parece um documentário com estética de curta metragem feito pro Discovery Channel falando sobre Capoeira e os Orixás.
Ou seja, fique em casa que você ganha mais.
Nada se cria…
Fato que hoje ter uma idéia original é cada vez mais difícil (mas não impossível). E idéias boas merecem sim ser copiadas, mas não desgastadas à exaustão. Hoje (foi hoje?) estreeou a nova temporada da Malhação (ID, que porréssa?). Não vi e não tenho vontade de ver, mas já está na internet a nova abertura e como caiu no Twitter, fui ver.
A abertura não é feia, não é ruim, ela é bem feita e quiçá uma das melhores aberturas da Malhação. Mas precisava ter copiado na cara dura assim?
Agora o clipe do Justice, a provável inspiração:
E no finalzinho da abertura tem um momento que me lembrou muito também o clipe de Seven Nation Army do White Stripes.
Tirem suas conclusões.
Capeta dançando funk
Olha lá. É o capeta que faz vocês dançarem no baile funk! Cuidado mossada!
Mostra jogando a granada!
Dica do @rafaelratier
Rogério Skylab
Bom, pra quem não conhece, Rogério Skylab é um ex-funcionário do Banco do Brasil, e também é cantor, compositor, filósofo e louco. Ele já esteve diversas vezes no Programa do Jô e hoje a noite vai de novo. Dá uma olhada em uma entrevista pra ver como vale a pena.
Senhor do “Anéis”
Que os filmes do Senhor dos Anéis são três filmes gays isso todo mundo já sabia. Ou você acha que o Frodo e o Sam não se pegavam?
“Me abraça?”
Dica da @brunahanger
O leigo e o filme: Distrito 9

Antes de falar sobre o filme vou explicar o motivo do título do post ser O Leigo e O Filme. Já fiz vários reviews de vários filmes aqui, e o que muda é só o título mesmo, o jeito que eu vou escrever e analisar vai ser o mesmo. Mas justamente sobre esse jeito que remete o título. Eu não fiz artes cênicas, eu não estudei história da arte, eu não sou o maior conhecedor de filmes que já existiu. Eu sou exatamente igual a maioria das pessoas que leem aqui, um leigo. E nada melhor do que ler uma análise de uma pessoa igual a você e não daqueles críticos bizarros.
O filme produzido pelo Chewbacca barbudo do Peter Jackson e dirigido por Neil Nlomkamp (who?) é um filme de ficção -científica, que tenta parecer um documentário do Discovery Channel (no caso tá mais pro Animal Planet) sem usar de nenhum ator conhecido e consegue chegar no final como um bom filme, sem motivo pra sair vibrando e pulando de excitação do cinema. E todo mundo já deve ter lido que ele foi caro pra caralho, que teve uma puta ação viral e tal, nem vou comentar disso.
Uma coisa que eu achei muito legal no começo, que bate com Bastardos Inglórios, é que em ambos os filmes acabou essa putaria de tudo acontecer nos EUA (no caso de Bastardos todos falarem inglês). Como o próprio filme fala no início, os aliens podiam ter parado em Nova York, em Washington, em Chicago, mas não, eles pararam em Joanesburgo. E de alguma coisa não estar acontecendo nos EUA já é uma vitória incrível. Todo mundo já cansou de ver Nova York destruída, que bom que perceberam isso.
A narrativa do começo do filme é muito legal. O filme não é sobre como os aliens chegaram na terra e queriam ver nosso líder. O filme faz um documentário explicando que eles chegaram aqui há 20 anos, vivem numa porqueira num gueto em Joanesburgo, tem a ONU de mentirinha, a MNU (que eles tiveram cuidado em construir até, por que fizeram até umas agências secundárias aparecer no filme, bem ONU mesmo). E um caso a parte é que eu devo ser a única pessoa que gosto de Cloverfield, camêra na mão e tal. Distrito é no mesmo esquema, mas no caso o câmera é profissional e tal. Bem legal.
Então, depois da metade do filme a narrativa muda e foca no personagem principal que eu achei que ia ser só um secundário. A história não deixa de ser interessante, mas para de focar nos aliens (sem deixá-los de lado, óbviamente) e a focar nesse cara. Consegui perceber várias coisas que ficaram meio esquisitas, tipo, que coisa oportuna era o robô estar lá naquela hora, ou ainda, se ele é feito pra um alien, como ele encaixa direitinho la dentro, ou então por que numa das cenas finais só mostram esse cara e o alien “amiguinho” dele, cade o resto dos etês? São coisas que não chegam a estragar o filme mas como bom nerd percebi e fiquei tipo, mé.
Outra coisa, me xinguem o quanto quiser por que não paro de falar mal do Michael Bay, mas Distrito 9 é um sci-fi, rola porrada, rola tiro e tal, mas as coisas NÃO EXPLODEM. Vai, até explodem, mas contidas, não exageradas como no Transformers 2, putaquelospariu.
O que conseguiu realmente estragar o filme foi o cinema. Sei lá qual a relação do Cineplex com o Cinemark, se são da mesma rede, ou mesmo dono, mas que papelão em? O FILME INTEIRO em algumas cenas ficava um estalo dos infernos que não tinha nada a ver com a música do filme. Foi tenso, muito tenso. Além disso colocaram o filme pra passar numa das piores salas do cinema, com a tela minúscula, enquanto algum filme de criança pentelha tava passando na tela grande.
As considerações finais, o filme é bom. Não é excelente. Os nerd devem gostar. Os não nerds provavelmente também. Não é excpecional, mas vale a pena assistir. Nem que seja pra ver a perfeição dos efeitos na criacão dos camarões.
PS: Mais um pra lista dos filmes com 1+ mês de atraso na estréia aqui
Here Kitty Kitty
Seguindo a linha de super heróis, do post abaixo, vejam o gatinho voador.
Dica do @lucas_fagundes pelo twitter.
É um pássaro?
É um avião? NÃO! É um demente engraçadão!
Christopher Reeve também deve estar rindo do caixão.
p.s: não me perguntem por que o post está todo rimado, não foi de propósito
NERDS, uni-vos
Sabe esses vídeos onde o povo divide a tela em quatro, faz uma musiquinha a capella, ou com a banda, e fica legal pacas? Então, mo clichêzão né? Mas dessa vez é diferente. É nerd, então não é clichê! O cara pegou várias músicas clássicas de filmes e ao mesmo tempo fazendo um tributão a Star Wars. Divirtam-se
Dica do @igorfaria